sábado, 11 de abril de 2015

Perdi um livro

Era uma tarde de melodia baixa;
Daquelas que o fone de ouvido,
A calçada molhada, o chão griposo,
Em frente a praça, o olhar de um doido.

E agora? Sem segredos de fim do mundo.
Sem perceber o mendigo;
Deitado, estafado, drogado e lendo fundo.
E na calçada, seguia, surf, play boy, academia..

Muito tempo que estou longe de casa,
Mais duas flores nascidas do mesmo asfalto;
Observação necessária, pra os pés descalços.

Quanto tempo leva pra entender?
Como agir o certo então?
Assim deve ter pensado;
O cara que cortou a orelha do soldado.

De que adianta uma lamina fria;
Se é da carne que sai a agonia.
Vamos sair, mesmo sem dinheiro;
Não temos tanta paciencia pra um dia inteiro.

Perdi um livro.
É a perda da perfeição;
Talvez perdendo eu fique sem refeição.
Se tenho fones de ouvido;
Estou deitado;
Estou descalço;
Penso como Simão;
Pra que a lâmina fria? Pra que a agonia? Pra que o dinheiro?
Pra que a paciencia então?

Eu só havia perdido um livro;
Eu só queria vagar pela praça,
Eu só queria ler o livro,
Ver a metade da dor...
Que por enquanto não passa..

Obs; Por favor amiguiQUIS E amiguiCAS, não copiem, não plagiem eu tive muito trabalho pra escrever, escrevi lendo castro Alves e assistindo Simpsons..

quarta-feira, 18 de março de 2015

A escalada (Campinas)

O ultimo nó da garganta.
O neurônio espelhou do franzir da testa,
No fim do momento de quem interpreta;
O pouco gosto da janta.

Já tentou escrever algo e saiu outro?
Essa foi a ultima estrofe escrita.
Mas vamos concretizar essa saída.
Subir por necessidade;

O andar pela avenida principal...
O ultimo olhar nas árvores da praça do Otávio Ianni,
A penúltima caminhada na Rua Cora Coralina...

A que será que se destina!?
Na tarde de novembro?
Na praça do campi na praça de Campinas
O ultimo nó na garganta.

Vai passar !
Aquela tarde vai findar...
Vai ter fim a dor do escalar!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os anos 90 nos matou...

_Foi ainda em 1989 que Raul Seixas entrou no disco voador, a URSS nao resistiu a década  de numerologia cabalistica, a maior utopia de felicidade logo de cara, o fim da ideologia de maior impacto no breve seculo XX, NAO ERA SEQUER A ENTRADA EM UM PERIODO DE FIM DAS ILUSOES, DAS PAIXOES OU DAS TAIS causas perdidas, nem sequer se tinha uma causa... Houve, ou existem causas difusas, momentos, passagens, passantes, uma mulher de vestido bege. E sozinha, caminha rapido.

Nao tenho nada de bom, ou melhor nada de esperançoso para oferecer, não na existencia temporal terrestre.

Vamos. È só reparar nos filmes, séries, músicas e livros da década de 90, o mal estar na civilização se deu nesse período. Se acumulou aqui As guerras no oriente médio, na série friends, caras e moças com seus trinta anos, sem perspectiva nenhuma, a não ser trabalhar duro para chegar ao final do dia, deitar e não ter uma sensação boa.

Stalin nunca foi o homem de aço da geração 90, foi um cara nascido em Smallville. ..

O Instagram é filho da herança cultural dos anos 90, ninguém lê nada, os 90 não tempo pra ler... não pode ler... não se sentem lendo.. pra quê...

A década de 90, com seu ar de "Fim" "This is the end, my only friend." Produziu uma geração de retardados, uma geração inteira de grandes fracassados vencedores. Produziu intelectuais com Pedro Bial... O texto poderia parar por aqui, mas, ainda temos o Lobão..
Vejam só no que o lobão se tornou... A década de 90 não poupou ninguem, até o PT foi vítima, o vermelho da bandeira foi ficando cada vez mais amarelo da cor do ouro, da cor do mercado... A voz do Bruce Dickison não consegue atingir os graves de antigamente...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

On the road numa bolha

Se tem de entender a ironia
Se tem de entender de agonia
Sente e tem de ter calmaria
Se te entendessem essa tua mania
...
"Iá! Essa hora cês num encontram mas nada aberto não, mas tem ali, logo ali, depois daquela rua ali, um habib's... Uma garota, um boliche, um gol num campo de terra."
...
É só uma pizza, a pizza velha pizza errada, esquecida, ironica e fria ao lado da nossa vontade...
...
E fomos buscar o sol, sem que ele quisesse aparecer
...
Pedra
Ferro
Concreto
Concreto
Concrero
Isso é com credo, estamos aqui
Se é que vc me entende
Se é que vc me tem de...
Se é...
Sabe o que é a estrada,
É a mochila, é o concreto, mas também tem vidro...
E tbm tem vida, e enquanto houver vidro há esperança,
De quê?
Pra quê?
Estamos sufocados e sem tempo, o lugar é mágico, a praia está curvada...
Era só tirar os sapatos e ir embora... Pra praia, pro asfalto...
Pra lá...
Mas estamos aqui... E ja vamos voltar...
Vol... Ume alto... Só
Sinto
Saudades
Dos
Vagalumes
.
.
.
Mas só o cheiro gelado da água em partículas...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O STF e o Juris"Positivismo" Brasileiro


STF é o cão de guarda da direita golpista, e só um reflexo da mentalidade dominante dos pensadores do Direito Brasileiro. E atentemo-nos para o fato de que qualquer jurista que tenha o pensamento juris"positivista" brasileiro é um fascista em potencial. É notório tais atitudes, discursos de alguns desses bacharéis, muitas vezes até recém-formados. Julgam-se tutores da democracia. E da ética. Para eles, sempre faltam a informação e reflexão histórica, sobre o complexo processo da tal microfísica do poder. Ao julgarem, alguns, ao influenciarem uma possível opinião pública,(Lembremos de Pierre Bourdieau), detêm sempre conhecimento e interpretação do que "realmente é correto", em um nível mais estrutural, e até mesmo de projeto de sociedade, de qual realmente deveria ser o nosso rumo... Isso, nada mais é do que o resquício fracassado do sonho iluminista pequeno-burguês(no sentido torpe), e bastante hipócrita.No nosso pacto social brasileiro, demonstram que desde a montagem da burocracia Brasileira, principalmente no período Imperial, nos acompanham, os falsos moralistas, que estão acima de qualquer investigação ou suspeita, nunca pecam, nunca erram, os judeus ortodoxos de outrora, que acham que o povo, a sociedade, a moral, não só necessitam, mas os vêem como  guardiões... Disso, jogam na sociedade seu próprio código de conduta, quase sempre pensado dentro de uma cobertura, daquelas onde não se vê o lado cruel da vida, onde se vê indefesas pessoas brancas, que necessitam de proteção contra bandidos, que claro devem ser enquadrados pelos homens de bem, que tudo estará resolvido. Assim é tão fácil, o sistema funciona, e é por isso que na maioria das vezes trazem para a sociedade seus conjunto de valores que são elitistas, pré-conceituosos, burros, e corruptores. Ingênuos?


Creio infelizmente que não na grande maioria. Precisamos urgente de uma Reforma no Judiciário, que seja amplamente debatida com a sociedade civil. Por que políticos partidários, nós elegemos e os restiramos, mas e os juristas?... Por que a Bíblia e seus ensinamentos desde a Reforma Luterana, temos acesso para questionarmos e interpretarmos... Mas e a tal Lei? O que é a Lei? Quem a criou? Para quê? Para quem? Quem interpreta? Por que a interpretação é sempre enviesada para onde os sinos se dobram? Quem/quantos reconhecem a legitimidade da OAB? Quem se esqueceu da Missionária Dorothy Stang? Quem esqueceu o ap de Joaquim Barbosa no Exterior? Quem elege um desembargador? para quê elege? Por que faz? Pq não aprendi tudo isso na escola? na Academia? Como é que os sinos se dobram?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um caminhoneiro torturado pela Ditadura, católico, marxista-guevarista e ex-guerrilheiro

"Estou sempre com um pano na cabeça, ou boné, essa é uma forma pacífica que encontrei de protestar nessa nossa sociedade que julga os outros pelas aparencias."
Papilon, Papilon era o nome que estava adesivado de todo tamanho em um caminhão que logo descarregaria aqui na fábrica, com outros adesivos de Maria, e mensagens católicas, o caminhão tinha uma frase em latim que eu não soube traduzir. Por volta das 18 horas do dia 1 de agosto de 2013, meu pai me chamou, e disse que queria me apresentar um cara que fora torturado na Ditadura Civil-Militar. Com muita curiosidade e devido a minha formação de historiador, fui ao encontrado do cara, logo de cara uma figura simpática e espontânea, me deu os pêsames pela minha camisa do Corinthians e disse ser Cruzeirense fanático. Em seguida fui jogado a uma correnteza enorme de pensamentos, reflexões, sentimentos e desafos que aquele homem de 50 anos me falou. Por vários momentos de nossa conversa, segurei as lágrimas, eu nunca trabalhei com o que alguns chamam de "História oral", nem tampouco fazia noção do real impacto do choque traumático que fora a tortura e a repressão no Brasil Ditatorial pós 64. Pensei em ir em casa, pegar minha câmera, ligar para um amigo com mais experiencia em entrevistas, em capturar audiovisual de testemunhas do passado-presente. Mas não fiz isso, contraditoriamente a minha formação, não quis preservar em vídeo as feições, o jeito dos olhos, o medo, os traumas que Papilon demonstrava. Ele não conseguiu me contar todos os tipos de tortura que passou, me informou da cadeira de dragão, dos choques, de ver pessoas que tiveram uma mangueira com agua enfiada no reto, de ter ficado horas em cima de cacos de tijolos quebrados, me falou em surras, me falou sobre o estupro de seu irmão, que perdeu a noção da barreira real/imaginário após os traumas, me contou também que assistiu o assassinato de seu irmão que fora feito, propositalmente em sua frente. Mas Papilon me confessou, "Eu nunca chorei, segurava as dores e jamais revelei nenhum dos amigos do meu grupo." e seguiu "Alguns entregaram, eu não julgo, eu sei o que é a tortura.". Papilon demonstrava, tristemente em seu semblante e fala, que ainda hoje quando algum militar falava com ele, ele sentia e via o mesmo filme passando em sua mente, que hoje se agarra a Deus, a Maria a Jesus para aguentar, me afirmou não ser fácil, e que há dias em que ele acha que não vai suportar as lembranças. Nesses pontos da conversa eu percebi que não temos ainda nem mesmo a mínima noção do que fora isso que ocorreu em nosso país. Papilon afirmou que nos seus 16 anos optou pela guerrilha urbana, se afirmava e se afirma um guevarista, e disse que não tinha medo naquela idade, que queria ir até o fim pelos ideiais. "Ideal é idela né cara!?" Porém aquele caminhoneiro diz que hoje não participa mais de nada, embora afirme com orgulho ser ainda filiado ao PC do B, ressaltou que militava no PC do B da clandestinidade, mas hoje já não pode, já não consegue estar perto ou ir a frente em um movimento, traumas talvez, que não podemos compreender.
Ao passo da conversa Papilon me afirmou que fizera uma revolução, "Fiz outro tipo de Revolução, uma revolução dentro de casa. Tirei um menino de 8 anos da rua, hoje ele é um atleta campeão, trabalhei duro para dar educação para minhas filhas, e tirar minha mulher de trás do fogão, não desmerecendo as mulheres que ficam atrás do fogão, porem Che Guevara já nos alertava sobre a necessidade de se educar o povo, Che dava aulas de Francês na Revolução."
Papilon me contou; "Marxismo é igualdade cara, é isso" "Esse Papa parece que nos mostrará o caminho". Me perguntou: "Qual a sua religião?" respondi: "sou evangélico", ele: "Mas não se esqueça de Maria, posso lhe falar uma coisa? David era um homem, segundo o coração de Deus, e pecou. E qual foi o pecado de Maria?"
Papilon se despediu, me deu um exemplar do jornal "Diario Pernambucano" onde havia uma reportagem sobre sua vida.
O nome verdadeiro de Papilon é Eulávio Prado, que me contou que pegou para si este nome depois de ler um livro na Prisão que se referia a um preso francês que rebera o nome de Papilon, e que tinha um lema: "Fazer por merecer"
Papilon foi o católico, comunista, apoiador do regime cubano, guevarista, caminhoneiro, on the road, mais louco que já conheci...

terça-feira, 25 de junho de 2013

No Programa do Silas Freire, Jamais esqueceria minha Dignidade

Mesmo ao vivo, pressionado, jamais faria um populismo barato, jamais criminalizaria os movimentos sociais, jamais criminalizaria a pobreza, jamais deixaria de defender a juventude excluída, reprimida e oprimida pelas periferias de Teresina e do Brasil, jamais deixaria de defender o que o DCE- UFPI deliberou como bandeiras "Autonomia e movimento de fato". Jamais eu poderia enquanto Historiador, participante dos movimentos sociais deixar de lançar discussões sobre o papel do Estado Repressor, a função de controle social, e étnico que a militarização da polícia faz, jamais poderia deixar de citar o verdadeiro vandalismo, o vandalismo social, o vandalismo de extermínio da juventude, extermínio via saúde pública e privada dos nossos idosos, da exclusão social das classes mais modestas. Jamais seria a favor da violência, jamais seria a favor de espancamento de mulheres, jamais seria a favor de prisões arbitrárias, jamais incorporaria o discurso rede globo, de passividade golpista e fascismo aos movimentos de resistência social. Jamais deixaria de dizer o que vi, a polícia foi quem começou a repressão em frente a Câmara Municipal. No Programa do Silas Freire, eu tinha inúmeras mais coisas para explicitar, mas aquela sala foi lugar mais tenso e carregado que eu já entrei. Fico feliz pelo DCE-UFPI ter tido maturidade de sentar com a PMT, colocar nossas pautas sem interesses em fazer "acordões" políticos pra depois termos campanhas financiadas por caciques da política Piauiense(como ocorreu em gestões passadas, CLIQUEM PRA VER http://www.youtube.com/watch?v=d_nbg12A2W8), desse modo tivemos perspicácia para conseguir conquistas reais, ainda que parciais como; 

1- Fiscalização via GPS do percurso dos onibus, pressionando para que as rotas e a disponibilidade correta da frota possa ser monitorada, inclusive colocando em pauta o antigo caso do Setor de Esportes, que agora nossa negociação passará a ser também com o Reitor da UFPI. Me orgulho também desse DCE, do qual mesmo formado ainda faço parte, pois há alguns meses, quando ainda era aluno da UFPI fui eleito junto com meus amigos, democraticamente para a entidade. De termos;

2- A PMT ter se comprometido a voltar a fiscalizar a planilha do SETUT com custos e lucros.(Óbvio que vamos acompanhar isso);

3- O Prefeito se comprometeu com a ajuda da câmara a reativar o Conselho Municiapal de transporte Coletivo e destinar uma cadeira permanente ao DCE-UFPI.

Entretanto, nossas pautas;
1- Passe-Livre para estudantes e desempregados
2- Municipalização do transporte de Teresina (Empresa publica e municipal)
3- Meia passagem para estudantes inter-municipais Altos, Campo Maior, Piripiri, etc.(Essa pauta também depende do Governo Estadual)
4- Aumento imediato da frota de onibus e integração 100%
5- Anistia dos processados no #ContrtaOaumento (Esfera judiciária)
Ainda não foram atendidas, por isso continuaremos nas ruas, defendendo sempre a liberdade de movimentação e livre atitude. QUINTA FEIRA DIA 27/06/2013 JÁ ESTÁ MARCADO UM NOVO ATO!!! CHAMEM TODOS!!!

E pra finalizar; "O que oprime ao pobre insulta Aquele que o criou, mas honra-O aquele que se compadece do necessitado." Provérbios 14;31